XXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

HIPERTENSAO ARTERIAL SECUNDARIA E HIPOCALEMIA COMO MANIFESTAÇOES DE HIPERALDOSTERONISMO PRIMARIO CAUSADO POR ADENOMA BILATERAL ADRENAL

Apresentação do Caso

Paciente RADM do sexo feminino, 45 anos, diarista, casada, em tratamento clínico para AVE isquêmico cerebelar, apresentando hipocalemia refratária ao tratamento endovenoso e oral durante a internação após resolução do quadro agudo, associada à hipertensão grave, com história pregressa de hipertensão de difícil controle e AVE isquêmico. Ex-etilista e ex-tabagista. Ao exame físico apresentando-se em bom estado geral, glasgow 15, sensibilidade reflexa preservada, paresia com força grau 3+ em membros inferiores, grau 4+ em membros superiores. Prova de Romberg positiva, diadococinesia, marcha atáxica. Tomografia Computadorizada de crânio sem contraste com área de infarto cerebelar. Em investigação adicional apresentava aumento nos níveis de aldosterona, renina plasmática normal e adenoma bilateral de adrenal, confirmando diagnóstico de HAP. Iniciado terapia com antihipertensivo, diurético poupador de potássio, reposição de potássio via oral, e programação cirúrgica.

Discussão

Hipocalemia refratária, associado à hipertensão de difícil controle, chamam a atenção para um possível diagnóstico tardio de Hiperaldosteronismo Primário (HAP). Um estudo de imagem e a dosagem de aldosterona e renina séricas confirmam a alteração estrutural e laboratorial típica para a patologia descrita. TC de abdome com contraste com janela para adrenais mostraram adenoma bilateral, juntamente com a confirmação do aumento na dosagem sérica de aldosterona em 37 ng/dl (hiperaldosteronismo) e sua relação com níveis de renina plasmática 5,60 ng/dl (normoreninêmico). A partir da confirmação diagnóstica foi iniciado o tratamento com espironolactona por 3-4 semanas (200mg/dia), losartan e amlodipino em doses máximas, reposição de potássio via oral e acompanhamento ambulatorial com dosagem de potássio sérico e encaminhamento para tratamento definitivo com adrenalectomia por laparoscopia.

Comentários finais

Diante do quadro descrito, já com indício visível de doença cardiovascular (DCV) instalada, deve-se aventar como hipótese diagnóstica o HAP bem como proceder a investigação etiológica a fim de iniciar o tratamento adequado, evitando assim a instalação de novos quadros de DCV.

Palavras Chave

Hipertensão arterial de difícil controle; Hipocalemia Refratária; Hiperaldosteronismo primário; Adenoma de adrenal bilateral

Área

ÁREA CLÍNICA

Instituições

Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Limeira - Sao Paulo - Brasil

Autores

Vinicius Stéfano Barros da Rocha, Caio Túlio Vale Frazão, Gabriela Mendonça Rocha, Amanda Mestriner Zamai, Nicole Mioto Medeiros, Rafaela Ometto Maia, Claudiney Cheli Lotuffo